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Monica Cunha

Monica Cunha

DDH, Fundadora
Movimento Moleque
Lugar: 
Rio on Watch - Artigo
2016

"Porque se o Estado vai matá-lo, quem irá protegê-lo? Que tipo de segurança você tem? O Estado tem um programa de proteção a testemunhas, mas hoje o programa é um fracasso. Não podemos confiar nele."

Mônica Cunha é uma defensora de direitos humanos brasileira que trabalha na defesa dos direitos da criança e do adolescente. Em 2003, ela fundou o “Movimento Moleque”, uma organização para mães de crianças que foram ameaçadas, atacadas ou mortas pela polícia. O Movimento Moleque é parte da Rede de Comunidades e Movimentos contra a Violência, uma organização que dá apoio a pessoas que são vítimas de violência estatal ou policial, e para seus familiares.

Mônica começou a trabalhar com a Rede de Comunidades e Movimentos contra a Violência quando o seu filho de então 15 anos de idade, Rafael da Silva Cunha, foi detido após realizar um assalto. Ele foi colocado sob medidas educacionais e correcionais pelo Departamento Geral de Ações Socioeducativas (DEGASE), uma instituição que abriga adolescentes que cometeram pequenos delitos. Após testemunhar as péssimas condições no centro correcional, Mônica começou a denunciar abusos cometidos por agentes de segurança, violência policial e discriminação contra jovens afro-brasileiros. Depois de três anos, Rafael obteve permissão de voltar à casa; no entanto, em 5 de dezembro de 2006, ele foi assassinado por policiais em Riachuelo. Nenhuma investigação foi aberta.

Devido ao seu trabalho Mônica já sofreu ameaças, intimidação e abusos verbais. Além disso, seu filho mais novo também já foi ameaçado.

Brazil

Os desafios e ameaças enfrentados pelos/as defensores e defensoras de direitos humanos no Brasil continuam muito elevados, particularmente para aqueles/as que trabalham em questões sobre a terra, o meio ambiente, os povos indígenas, os direitos LGBTI, a corrupção e a impunidade.