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Prêmio Front Line Defenders para Pessoas Defensoras de Direitos Humanos em Risco 2017

O Júri seleciona defensores e defensoras de direitos humanos da Ucrânia, da Nicarágua, do Vietnã, da África do Sul e do Kuwait como finalistas do Prêmio 2017.

Defensoras e defensores de direitos humanos da Ucrânia, da Nicarágua, do Vietnã, da África do Sul e do Kuwait foram selecionados e selecionadas como finalistas do Prêmio 2017.

Finalistas anunciados/as para o Prêmio Front Line Defenders para Defensores/as de Direitos Humanos em risco - Comunicado de Imprensa

Finalistas de 2017:

Emil Kurbedinov, Crimeia/Ucrânia

Emil Kurbedinov é tártaro da Crimeia e advogado de direitos humanos. Desde a ocupação da Crimeia pela Federação Russa, Emil tem defendido a perseguida minoria tártara da Crimeia, ativistas da sociedade civil e jornalistas. Ele também fornece resposta de emergência e documentação de violações de direitos durante invasões e buscas em casas de ativistas. Em janeiro de 2017, um grupo de representantes do Centro para o Combate ao Extremismo da Crimeia que ocultavam seus rostos sequestraram Emil e o levaram para uma diretoria local do Serviço Federal de Segurança da Rússia (FSB, sigla em inglês) para interrogatório. Um tribunal distrital o declarou culpado de "difundir propaganda para organizações extremistas" e condenou-o a dez dias de prisão.

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Pham Thanh Nghien, Vietnã

A blogger vietnamita Pham Thanh Nghien passou quatro anos na prisão por seu trabalho de divulgação de violações dos direitos de familiares de pescadores mortos por patrulhas chinesas e de defesa dos direitos destes. Após a sua libertação, ela foi mantida sob prisão domiciliar, durante a qual ela encabeçou inúmeras campanhas de direitos humanos e co-fundou a renomada Rede de Bloggers Vietnamitas (Vietnamese Bloggers' Network). Nghien teve sua casa invadida, foi impedida de ir a consultas médicas, tinha um cadeado colocado em sua porta do lado de fora, e lhe recusaram um certificado de casamento. Nghien também sobreviveu a inúmeras agressões físicas com o objetivo de impedi-la de continuar seu poderoso e pacífico trabalho descobrindo e divulgando violações de direitos humanos no Vietnã.

Pham Thanh Nghien

Nonhle Mbuthuma, África do Sul

Nonhle Mbuthuma tem persistido em sua luta pela terra e pelos direitos ambientais no Cabo Oriental da África do Sul, apesar das tentativas de assassinato, das ameaças de morte em curso e do assassinato de seu colega. Ela é fundadora e atual membro do Comitê Executivo do Comitê de Crise de Amadiba, formado com o objetivo de unir os membros da comunidade de cinco aldeias da região da Autoridade Tribal de Amadiba que fazem oposição a projetos de mineração destrutivos. Em julho de 2016, Nonhle e outros ativistas tiveram êxito ao forçar o maior acionista de um projeto de mineração de titânio a se retirar, mas as ameaças aos ativistas continuam, já que a comunidade agora teme que o projeto siga com o financiamento de empresas locais de fachada.

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Abdulhakim Al Fadhli, Kuwait

Abdulhakim Al Fadhli encontra-se atualmente detido pelo seu ativismo pacífico em nome dos apátridas Bedoon do Kuwait e de outras comunidades minoritárias no Kuwait. O termo Bedoon, que significa "sem" em árabe, refere-se à comunidade de apátridas, nativos do Kuwait, que estão proibidos de obter qualquer documento oficial do Estado, incluindo, mas não limitado-se a, certidões de nascimento, de morte e de casamento. Abdulhakim está atualmente cumprindo uma sentença de prisão de um ano e enfrenta deportação após a libertação. Ao longo de sua prisão, ele protestou e organizou greves de fome contra as condições desumanas e insalubres na prisão de Anbar 4, onde também foi submetido a confinamento solitário.

Abdulhakim Al-Fadhli

Francisca Ramírez Torres, Nicarágua

Os filhos da defensora de direitos humanos Francisca Ramírez Torres foram atacados em uma tentativa de paralisar o seu trabalho advogando contra um canal inter-oceânico destrutivo na Guatemala. Francisca é a coordenadora do Conselho para a Defesa da Terra, do Lago e da Soberania, que educa as comunidades sobre os seus direitos, e realiza campanhas para a revogação de leis que permitem a ocupação de terras. O canal proposto deslocaria milhares de pequenos agricultores e povos indígenas, sem respeitar seu direito ao consentimento livre, prévio e informado. Francisca foi detida, assediada, e teve sua residência e família atacados por sua resistência pacífica a este projeto destrutivo do canal.

francisca-ramirez


Sobre o Prêmio Front Line Defenders para Defensores e Defensoras de Direitos Humanos em Risco:

O Prêmio Anual da Front Line Defenders para Defensores e Defensoras de Direitos Humanos em risco foi estabelecido em 2005 para homenagear o trabalho de um defensor ou de uma defensora de direitos humanos que, por meio do trabalho não-violento, está contribuindo corajosamente para a promoção e proteção dos direitos humanos dos outros, muitas vezes em grande risco pessoal para si mesmo/mesma.

O Prêmio visa centrar a atenção internacional no trabalho do defensor ou da defensora de direitos humanos, contribuindo assim para a segurança pessoal do/a destinatário/a.

Em 2014, a Rede de Meios Al-Jazeera tornou-se parceiro de mídia global para o prêmio Front Line Defenders, dando uma cobertura muito mais ampla da cerimônia e do trabalho do defensor ou da defensora a uma audiência global.


Os/as ganhadores e ganhadoras anteriores do Prêmio Front Line Defenders para Defensoras e Defensores de Direitos Humanos em Risco são:

2016 - Ana Mirian Romero, Honduras

2015 - Guo Feixiong, China

2014 - SAWERA, Paquistão

2013 - Biram Dah Abeid, Mauritânia

2012 - Razan Ghazzawi, Síria

2011 - Joint Mobile Group, Federação Russa

2010 - Dr. Soraya Rahim Sobhrang, Afeganistão

2009 - Yuri Melini, Guatemala

2008 - Anwar Al-Bunni, Síria

2007 - Gégé Katana, República Democrática do Congo

2006 - Ahmadjan Madmarov, Uzbequistão

2005 - Dr. Mudawi Ibrahim Adam, Sudão